O abandono escolar entre crianças e adolescentes no Brasil
"Não desista do seu futuro, não desista da educação" (clipe ‘Não desista’ de Lexa e Carlinhos Brown)
A evasão escolar entre crianças e adolescentes no Brasil, atinge o futuro de milhões de estudantes ao redor do Brasil. A evasão escolar tende a aumentar de maneira significativa, geralmente influenciada por fatores socioeconômicos, na qual por esse motivo acontece o abandono escolar compromete não apenas a vida do estudante, mas o desenvolvimento do país.
A desistência escolar surge principalmente por meio das dificuldades financeiras da família ou do seu guardião legal, pela falta de interesse da família e do aluno, essa desistência podem ser causadas pelo bullying e também pela dificuldade de aprendizagem do aluno.Essas situações geram uma certa influência na decisão do aluno de abandonar os estudos.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), cerca de 1,5 milhão de estudantes abandonaram a escola em 2021, refletindo um aumento em relação aos anos anteriores. Esse dado foi coletado durante a evasão escolar que aconteceu durante a crise educacional na pandemia da COVID-19, algo que não acontecia desde a crise na educação brasileira nos anos 80 então por motivos sejam eles financeiros, de saúde ou até mesmo de apoio familiar , assim vários estudantes durante a pandemia decidiram abandonar os estudos.
série do streaming da globoplay (Segunda Chamada)
Uma ótima série na qual retrata amplamente sobre o abandono escolar, é a série “Segunda Chamada” ,transmitida no streaming da Globo Play. O seriado retrata o impacto da vida das pessoas que na sua infância ou na adolescência abandonaram a escola por motivos sejam eles econômicos, familiares ou de saúde mental e de que maneira essas pessoas estão na busca de recuperar o seu tempo perdido fora da escola.
Um momento em que explodiu no Brasil a questão da evasão escolar foi durante a pandemia da COVID-19, como experiente nessa questão, Laura Tosta,cedeu uma entrevista contando a sua experiência como estagiária em um programa de iniciação científica pela UFBA no Colégio Estadual Profissionalizante, na escola Newton Sucupira que fica em Mussurunga I e além de ter participado como estagiária nesse projeto, ela também é formada em licenciatura em sociologia pela UFBA. Durante a entrevista, a entrevistada conta como começou junto com alguns outros estagiários o
PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) durante a pandemia, “a gente tinha aulas virtuais e a professora tinha uma plataforma que era do próprio do estado e eles usavam para colocar atividades. Na época foi bem complicado porque em alguns momentos os alunos não conseguiam participar da aula, porque havia alunos que não possuíam dispositivos móveis, como os alunos os professores não tinham notebook ou até mesmo um celular.” Ela também relata que tiveram alunos que precisaram desistir dos estudos pelo motivo do horário do seu trabalho entrar em conflito com o horário das suas aulas, então por não ter boas condições financeiras os alunos preferiram abandonar a escola para ter um sustento de sua casa.
Para frear o avanço da evasão escolar no Brasil, o governo lançou um novo projeto chamado Pé-de-meia, na Lei nº 14.818 de 16/01/2024 consta que “Institui incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, aos estudantes matriculados no ensino médio público; e altera a Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020, e a Lei nº 14.075, de 22 de outubro de 2020.” Nesse projeto funciona como uma bolsa-poupança para os alunos de baixa renda que estão matriculados no Ensino Médio, o valor recebido por eles pode chegar até o valor de R$218,00 por mês.
Crise educacional no Brasil durante a pandemia da COVID-19
Durante a pandemia da COVID-19, ao longo desse período, países emergentes, subdesenvolvidos e desenvolvidos tiveram que enfrentar uma longa crise econômica. No Brasil não foi diferente dos demais países, como consequência da crise econômica instaurada no país, também voltou com uma maior força na população, uma velha crise educacional, que não acontecia no país desde a década de 80.
Segundo a pesquisa feita pelo site gov.br “O percentual de escolas brasileiras que não retornaram às atividades presenciais no ano letivo de 2020 foi de 90,1%, sendo que, na rede federal, esse percentual foi de 98,4%, seguido pelas escolas municipais (97,5%), estaduais (85,9%) e privadas (70,9%).”
Com base nesses dados percebe-se um aumento significativo no abandono escolar para os estudantes de baixa renda durante a pandemia.



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