CRIANÇAS OPTAM POR TECNOLOGIAS E DEIXAM BRINQUEDOS TRADICIONAIS DE LADO
Foto: Freepink
Por: Carlos Azevedo
O Dia das crianças está bem próximo, e com ele a busca dos pais pelo presente ideal. No entanto, uma mudança no comportamento das crianças tem sido observada nos últimos anos: a preferencia por smartphones, tablets e videogames, em detrimento dos tradicionais brinquedos.Essa transformação reflete o avanço da tecnologia e a integração natural dela na vida dos pequenos, que cada vez enxergam a tecnologia como parte essencial do seu cotidiano.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOM), 65% dos pais entrevistados afirmam que os filhos pediram presente tecnológicos neste dia das crianças, enquanto apenas 30% demonstraram interesse em brinquedos clássicos, como bonecas, carrinhos e jogos de tabuleiro. Esse aumento na demanda por tecnologia já vinha sido observado em anos anteriores, mas em 2024 ele atingiu um pico muito alto.Para o Gerente de Vendas de uma rede de eletrônicos, Jeferson Santos, a procura por dispositivos eletrônicos a procura cresceu de forma expressiva. “Nos últimos três anos, temos notado um aumento de mais ou menos 40% nas vendas de smartphones e tablets no mês de outubro. Esses itens agora são considerados “brinquedos” para a nova geração. Enquanto antes as crianças pediam pelos lançamentos de carros de controle remoto, hoje os pais escultam somente “quero um celular novo”, afirma.
Para a Psicóloga infantil Maria Luiza, o mundo digital oferece muitas possibilidades interativas,“tecnologia proporciona uma imersão que os brinquedos tradicionais não conseguem. Aplicativos educativos, jogos eletrônicos e até as redes sociais geram um sentimento de pertencimento” ressalta.
Por outro lado, a quem defenda a valorização dos brinquedos tecnológicos, a
jovem mãe Raquel Oliveira destaca o uso de forma benéfica, “Muitos brinquedos tecnológicos hoje possuem um viés educativo, estimulando o aprendizado de fora dinâmica. Se bem usados, podem complementar o desenvolvimento das
crianças”, conclui.


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