Casamento Infantil: uma epidemia global



Por Beatriz Costa


 Pobreza, cultura e religião. São muitos os fatores que deram origem ao casamento infantil no mundo. O fenômeno, recorrente de países subdesenvolvidos, foi aprofundado ainda mais  durante a crise sanitária de 2020 uma vez que, segundo a Organização Não Governamental Girls Not Brides, com o aumento das disparidades econômicas causado pela COVID-19 muitas famílias em condição de vulnerabilidade social realizavam casamentos arranjados em busca de sustento.

Estima-se que, só na Índia, 1,5 milhões de crianças, na sua maioria meninas, se casam antes dos 18 anos por ano. Além dos claros impactos à dignidade sexual, meninas submetidas a tal prática por vezes abandonam seus estudos, e, dessa maneira, se tornam completamente reféns da renda de seus abusadores, impossibilitando uma possível emancipação. 

Em 2018, a Câmara dos Deputados revelou que o Brasil era o quarto país com maior número de casamentos infantis  no mundo (UNICEF) , escancarando, assim, a urgência de se criar legislações e políticas públicas de proteção à criança e ao adolescente no país.






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